07 de abril, um ano e um mês sem meu menino. A saudade é tão grande, que aperta o peito e faz escorrer lágrimas dos meus olhos.
O meu amor vai daqui até o céu 💙.
07 de abril, um ano e um mês sem meu menino. A saudade é tão grande, que aperta o peito e faz escorrer lágrimas dos meus olhos.
O meu amor vai daqui até o céu 💙.
"Eu pensei tanto no que escrever hoje! Nada do que eu escreva, vai expressar o que sinto. Nesse dia, ano passado, eu vivi o que mais temia - a morte do meu filho.
Há um ano, estou aprendendo a viver sem ele. Um ano que o coração bate descompassado no peito. Eu nunca mais serei a mesma. Falta a maior parte de mim!"
A vida segue. Estranhamente, ela segue. É tudo muito novo , desafiador e, ao mesmo tempo, é uma continuidade do que eu vivia antes - carrego o meu Vini por onde eu vou, seja no pensamento, seja no coração, seja nas lembranças, ele vive em mim.
Agora, enquanto escrevo, aqui sentada em um banco, num parque de diversão, eu choro, com um nó na garganta. Minha filha brinca com as amigas, eu me alegro por ela e choro de saudade do outro filho. Misturou tudo - eu vi um rapazinho louro se divertindo no brinquedo. Meu pensamento foi lá no meu menino, no que ele não viveu, no que eu queria que tivesse sido.
Estou vivendo uma nova fase, voltei para o mercado de trabalho. Eu sabia que não seria fácil. E, realmente, não é. Tanto tempo só cuidando do meu filho e da casa, agora programas, sistemas, pessoas, chefes, medo de não dar conta, medo de que os outros percebam que eu não domino a tecnologia..Mas eu tinha que enfrentar o novo, mesmo com o passado arraigado em mim.
Meu coração é grato por tudo o que vivi. Sou diferente, tenho valores que não se conquistam em pouco tempo. Caminhei muito, percorri muita estrada, chorei demais e hoje sei que posso ir mais longe, que não cheguei ao fim, que tenho muito a conquistar ainda. E vou conquistar! Superar o insuperável me mostrou que posso qualquer coisa, basta querer e tentar.
Obrigada, meu filho, por me fazer quem eu sou hoje! Obrigada, Deus, por ter me escolhido para ser a mãe do Vini.
Final da semana passada, fomos a um rancho de um casal da igreja, com algumas mulheres que fizeram o "Curadas para curar". Foi muito gostoso! Esse casal tem um filho de 14 anos, o Arthur. Ele é uma graça de menino, muito educado, companheiro dos pais, queria ajudar em tudo e gostou muito do Edinho e Edinho gostou muito dele.
Quando viemos embora, conversando sobre tudo, Edinho disse - dá um aperto no coração, ver um menino daquele grudado no pai, companheiro, fazendo tudo para ajudar. Aí, eu entendi que ele estava falando do nosso Vini, ou melhor, da tragédia que aconteceu com nosso filho, da ausência do nosso filho, do que fomos privados de viver.
Sim! Dá um aperto no peito, um nó na garganta, um sentimento estranho - tentar imaginar aquilo que não vivemos e sofrer com aquilo que podia ter sido e não foi. Nós nunca mais seremos os mesmos! Fomos marcados, somos marcados. Por onde quer que passemos, algo nos lembra a vida sofrida que tivemos e, ao mesmo tempo, dá-nos o alívio de, pelo menos, não ver nosso menino privado de tudo.
Vini, meu Vini, meu filho, meu anjo, obrigada pelo grande privilégio de ser sua mãe! Carregamos uma marca, mas não é só de sofrimento! É, também, a marca da força, da resiliência, da superação! Nós vencemos! Você venceu - lutou bravamente pela sua vida e levou muitas vidas aos pés de Jesus!
Um dia desses, o Espírito Santo falou comigo, Ele me mostrou, em segundos, toda a nossa história e me fez entender que o Vini foi um instrumento de Deus para cumprir o propósito de me tornar quem eu sou hoje - seguidora de Cristo, ungida pelo Senhor, assim como o significado do meu nome.
Obrigada, Deus! Obrigada, meu filho!
A saudade aperta o peito! Queria sentir seu cheirinho bom, meu filho...
Dez meses sem sua presença física. Dez meses aprendendo a viver sem vc.
Meu amor vai daqui até o céu! 💙💙💙
"Com a minha voz clamo ao Senhor, e Ele do seu santo monte me responde."
Salmo 3:4