"Hoje cedo, quando levava a Ana para a escola e depois vinha para a Unimed, eu vi uma cena linda, marcante, impactante, que trouxe minha vida a minha mente. Eu passo, todos os dias, em frente da Pestalozzi, uma instituição para pessoas com deficiência. Hoje, vi uma mãe dando um abraço apertado em seu filho, ao deixá-lo naquele lugar.
Que cena emocionante! Eu sempre vejo as mães parando seus carros e descendo as cadeiras de rodas, depois pegando seus filhos e tudo isso chama minha atenção. Mas a cena de hoje foi diferente. O abraço apertado, por alguns instantes, no filho especial falou tanto ao meu coração.
Eu me vejo nessas mães. Eu me vi nessa mãe, em especial. O abraço de hoje foi proteção, foi aconchego. Não importa o cansaço da mãe. Não importam o desânimo, o medo, a frustração, aquela mãe estava ali para aquele filho. Com o abraço, ela dizia ao filho - estou com você, sou por você, em mim você tem tudo o que precisa.
E vim trabalhar, quase chorando, pensando neles, pensando na mãe sensível e forte, pensando no filho frágil e protegido. Pensando em mim, no Vini, na minha sensibilidade e força, na fragilidade do Vini e na proteção que teve comigo.
Minha filha e minha irmã estavam comigo. Acredito que elas não tenham visto o que eu vi. Eu vejo. Eu sempre vejo cenas impactantes quando passo ali. Eu gosto de ver. Eu me identifico. Eu lembro. Eu relembro. Eu revivo. E não quero esquecer."
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