Sábado, eu fui ao velório do esposo da minha amiga e irmã de fé Janne. Lá chegou um casal que já congregou na nossa comunidade. Depois de um tempo o homem me perguntou - você era a mãe do Vini? De pronto, eu respondi - Eu SOU a mãe do Vini! Ele está no céu, mas eu continuo sendo a mãe dele! E sorri.
Eu não demonstrei, mas a pergunta dele me chateou. Eu nunca vou deixar de ser mãe do Vini e nem quero que tirem isso de mim. Eu sou a mãe do Vinícius, ele só não está presencialmente comigo.
Ser mãe do Vini foi o diferencial na minha vida. Ele me fez forte, lutadora, destemida. Chego a pensar que sem ele eu sou comum, sou mais uma mãe entre tantas, ainda bem que tenho a nossa história para provar que um dia eu fui valente, fui diferente, fiz parte do time que enfrenta leões para defender a cria.
Hoje, enfrento outras situações. Minha filha está entrando na adolescência, descobrindo coisas, vivendo desafios e eu preciso ter sabedoria para viver tudo isso com ela. Mas são coisas comuns, naturais, que toda e qual mãe vive.
Não abro mão do privilégio de ser a mãe do Reizinho. Carrego a nossa história como uma medalha no pescoço. Faço questão de contá-la por onde eu passo. Entendo, perfeitamente, quando o Espírito Santo me mostrou, como um flash, tudo o que vivemos e quem somos hoje, quem eu sou hoje.
Obrigada, Senhor! Obrigada, meu filho! Saudades de vc!
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